Felippe Daudt de Oliveira (Felippe D’Oliveira)

Felippe Daudt de Oliveira (Felippe D’Oliveira)

Felippe Daudt de Oliveira (Felippe D’Oliveira) 150 150 Redação Redação

Fonte: https://masp.org.br/acervo/obra/busto-do-poeta-felippe-daudt-doliveira

Seu nome era Felippe Daudt de Oliveira. Nasceu a 23 de agosto de 1890, em Santa Maria da Boca do Monte (RS). Morreu num acidente de automóvel em Auxerre, perto de Paris, a 17 de fevereiro de 1933. Aos 16 anos já escrevia críticas musicais para o “Correio do Povo”. Mais tarde farmacêutico, cronista elegante, hábil no remo, natação, exímio esgrimista, esforçado presidente do Clube de Regatas Guanabara. Foi ainda pioneiro da propaganda no laboratório Daudt, bom amigo e tio adorado, pelo carinho e atenções constantes com toda família. Como poeta, autor de “Vida Extinta” e “Lanterna Verde”, assinava Felippe D’Oliveira. Seu corpo repousa no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Fonte: http://asorrir.blogspot.com/2009/06/felipe-daudt-de-oliveira.html
Desportista, praticou esportes em diversas modalidades, destacando-se no remo, natação, ginástica, esgrima e automobilismo. Foi responsável pela iniciativa de remodelação do Clube de Regatas Guanabara, sendo um dos criadores da Federação Carioca de Esgrima.
Fonte: DA COSTA, Lígia Militz, MOREIRA, Maria Eunice, SANTOS, Pedro Brum.  Felippe D’ Oliveira – Obra Completa. Fundação de Apoio a Tecnologia e Ciencia – Editora UFSM , 16 de set. de 2016 – 253 páginas

FELIPE D’ OLIVEIRA

por Maria do Sameiro Fangueiro

Felipe Daudt d’ Oliveira nasceu em Santa Maria, RS, em 23 de agosto de 1890, e morreu em Paris,no dia 17 de fevereiro de 1933. Foi farmacêutico, escritor e poeta. Filho de Filipe Alves de Oliveira e de Maria Adelaide Daudt de Oliveira. Não conheceu seu pai, pois este foi assassinado, em conflitos políticos, antes de seu nascimento. Coube ao tio materno, João Daut Filho, auxiliar na sua educação. Este o conduziu ao mundo dos negócios e ao trabalho na Daudt, Oliveira & Cia.Ainda jovem, em sua terra natal, publicou versos e artigos de crítica literária em O Combatente.

Foi farmacêutico em 1908, pela Faculdade Livre de Medicina e Farmácia, em Porto Alegre. Já nessa época, colaborava com alguns periódicos como: o Correio da Manhã, a revista Fon-Fon, onde escrevia utilizando seu próprio nome e também sob o pseudônimo de Gavarni, a Gazeta de Notícias e a revista Ilustração Brasileira, publicada por Álvaro Moreyra.

Em 1911, publicou seu primeiro livro de poesias intitulado Vida extinta, mas foi somente em 1926, que publicou o segundo livro chamado Lanterna verde. Depois de sua morte foram publicados duas obras de sua autoria, Alguns poemas e Livro Póstumo, em 1937 e em 1938, respectivamente.

Seu poema “Magnificat” foi citado pelo Dr. Manuel de Sousa Pinto, professor da Cadeira de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra, durante a conferência Poesia Moderníssima do Brasil, “em virtude do sentimento de continentalidade americana”. Este poema foi publicado no Jornal do Commercio, do dia 11 de janeiro de 1931.

Foi exilado na França, ao apoiar em 1932, a Revolução Constitucionalista. Em 1933, morreu em um acidente de carro em Auxerre, perto de Paris. Após este acontecimento, seu irmão João Daudt de Oliveira e alguns amigos, criaram em sua homenagem, a Sociedade Felipe d`Oliveira.

Disponível em: https://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/personagens-periodicos-literatura/felipe-d-oliveira/ . Acesso em: 26 jun. 2020

Fonte: Projeto Periódicos & Literatura: publicações efêmeras, memória permanente: Fundação Biblioteca Nacional, Brasil. –http://bndigital.bn.gov.br/dossies/periodicos-literatura/?sub=sobre-periodicos-e-literatura%2F

Felipe Daudt de Oliveira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Felipe Daudt de Oliveira, ou Felipe D’Oliveira (Santa Maria, 23 de agosto de 1890 — Paris, 17 de fevereiro de 1933) foi um poeta, jornalista, farmacêutico, empresário, esportista e escritor brasileiro.

Filho do bacharel pernambucano Filipe Alves de Oliveira e de Maria Adelaide Daudt, seu pai, ex-juiz municipal, foi assassinado em conflitos políticos da cidade, antes de seu nascimento. Seu tio, João Daudt Filho, auxiliou na sua educação, e o iniciou no mundo dos negócios. Em 1908, formou-se farmacêutico, pela Faculdade Livre de Medicina e Farmácia, em Porto Alegre e passou a auxiliar o tio, na Daudt, Oliveira & Cia., que se transferiu para o Rio de Janeiro.
Na época, colaborava para vários periódicos, entre os quais, o jornal Correio do Povo, Revista Fon-Fon (publicando com seu próprio nome ou com o pseudônimo Gavarni) e Gazeta de Notícias. Também já integrava o Grupo dos Sete, difusor do Simbolismo no Rio Grande do Sul. Seu primeiro livro de poesia, Vida Extinta, foi publicado em 1911; o segundo, Lanterna Verde saiu apenas em 1926. Escreveu também para a revista Ilustração Brasileira, publicada por seu amigo Álvaro Moreyra.
Em 1930 integrou o grupo Tríade Indissolúvel, com seu irmão João Daudt de Oliveira e com João Neves da Fontoura, no trabalho para a vitória da Aliança Liberal. Tem o seu poema Magnificat citado, em virtude do sentimento de continentalidade americana, na conferência Poesia Moderníssima do Brasil, pronunciada na Faculdade de Letras de Coimbra pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manuel de Sousa Pinto. Esta conferência foi publicada no Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, domingo, 11 de janeiro de 1931, página 3.
Em 1932, apoiou a Revolução Constitucionalista, mesmo estando no Rio de Janeiro, pelo qual foi frequentemente procurado pela polícia, sem sucesso. Em 12 de outubro, após ter se asilado em uma embaixada, foi para o exílio na França.
No Brasil foram publicada suas obras Alguns Poemas (1937) e a obra em prosa Livro Póstumo (1938). Sua obra poética foi influenciada, nos primeiros anos, pela estética simbolista e, a partir de 1926, passou a incorporar elementos das vanguardas modernistas. Sofreu a influência da poesia de Baudelaire, Cesário Verde, Cruz e Sousa, Gabriele d’Annunzio, Maeterlink e Marcelo Gama.
Conviveu com Agripino Grieco, Álvaro Moreyra, Antonio Barreto, Carlos de Azevedo, Eduardo Guimaraens, Francisco Barreto, Guilherme de Almeida, Homero Prates, Paulo da Silveira, Ronald de Carvalho, Teixeira Soares, Villa-Lobos. É patrono da cadeira 37 da Academia Rio-Grandense de Letras.
Esportista, fundou a Federação Carioca de Esgrima, remodelou o Clube de Regatas Guanabara.
Faleceu, vítima de um acidente de carro, na estrada de Auxerre, próxima a Paris. Em sua homenagem, foi batizada uma rua de Porto Alegre (no bairro Petrópolis), outra no Rio de Janeiro (no bairro Copacabana) e outra em São Paulo. Em Santa Maria, além de ser nome de rua, foi lhe erguida uma estátua, de Vítor Brecheret.
Referências
1. ↑ Ir para:a b c d e f g h i SPALDING, Walter. Construtores do Rio Grande. Livraria Sulina, Porto Alegre, 1969, 3 vol., 840pp.
2. ↑ https://maps.google.com.br/maps?q=rua+felipe+de+oliveira+santa+maria&ie=UTF-8&hq=&hnear=0x9503cb6e19fe47cb:0xc952ae52a00ae0eb,R.+Felipe+de+Oliveira,+Santa+Maria+-+RS,+97015-250&gl=br&ei=R8gaUv-mEZTa8ATI-YCgCQ&ved=0CC4Q8gEwAA
Sobre Felipe de Oliveira www.copacabana.com

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Felipe_Daudt_de_Oliveira